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Editoriais Antigos
Flor da Palavra Jul 01
Flor da Palavra da Vila Pescoço começa dia 5/7 no médio Solimões

Começa neste sábado, dia 5 de julho de 2008, no Bairro Nossa Senhora de Fátima (Vila Pescoço) de Tefé (AM) a sua Flor da Palavra. Haverá oficina de rádio, com os equipamentos disponíveis para a comunicação livre da comunidade e visitantes através da freqüência 106,7FM - o bairro dará o nome à rádio nesta ação da Xibé. Em seguida vem o pronunciamento do presidente da associação do bairro, Sr. Sátiro, seguido da apresentação dos trabalhos de iniciação científica da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) de Fabriciana Moraes, Alex Coelho e Pedro Paula, respectivamente sobre os jovens da Vila Pescoço, sobre a Rádio Comunitária Nova Geração da comunidade Porto Braga na Reserva Mamirauá e sobre o Centro de Mídia Independente de Tefé (CMI-Tefé). Será lançada a nova Cooperativa de Artesanato iniciada pela Fabriciana, a jovem mãe Elimara, a Senhora Deusa e outr@s, que já em seus primeiros dias de atividade estão realizando a aprendizagem colaborativa a partir dos saberes tradicionais. Finalmente serão apresentadas as danças do Cacetinho, As Moreninhas, Boi Corajoso e grupo Explosão do Funk. Nas noites do dia 8 a 10 de julho, no prédio anexo da UEA, a Flor terá continuidade através do mini-curso "Software Livre numa perspectiva crítica", por Fernão Lima do CMI-SP.

A "Vila Pescoço" é o bairro com pior fama em Tefé. De origem recente (cerca de 20 anos), com grande parte das famílias vindas da zona rural, possui semelhanças com as comunidades rurais, tais como o cultivo de roças e a realização de mutirões. É um dos bairros onde mais se cultiva a solidariedade entre vizinhos. Para os padrões urbanos capitalistas é "pobre", possui problemas de violência, e saneamento: vários bairros despejam os seus esgotos na Vila. É discriminado na cidade, e seus jovens são estigmatizados como "galerosos" ("criminosos"). Não conseguem empregos e são mal aceitos nas nas escolas. Diante de tantos problemas, alguns desses jovens formam grupos que buscam a solução no álcool e nas drogas, e algumas moças vendem o próprio corpo. Esta Flor da Palavra visa contribuir para a invenção de laços de comunicação e solidariedade entre os moradores do bairro, a universidade, movimentos sociais (CMI-Tefé em particular), e moradores de fora do bairro e do mundo. A organização é colaborativa, então qualquer outra iniciativa que se some a esta programação preliminar será bem vinda.


Conexões: Matéria completa e programação do dia 5/7 | Concepção e programa do curso "Software livre numa perspectiva crítica" de 8 a 10/7 | Fotos da Vila em Mostra Livre de Fotografia Etnográfica | Wiki da Flor da Palavra | Drupal da Flor da Palavra (novo) | Site do CMI-Tefé | Novo artigo ajuda a entender a Flor da Palavra: "Vamos ao baile: gingas da comunicação e participação no zapatismo" | Editoriais anteriores: vídeo carta para Nnandia que volta ao ar após repressão e Flor da Palavra Indígena em novembro de 2007

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LUTA INDÍGENA Jul 01
O Santuário não se move! - Declara a Jornada de Arqueologia

O Santuário Sagrado dos Pajés recebeu no último fim de semana a I Jornada Tribal de Arqueologia do Planalto e do Cerrado. Foram 3 dias de intensas trocas de informações, experiências e vivências orientadas sob o tema "O Santuário Sagrado dos Pajés na rota ancestral indígena do Planalto e do Cerrado".

O encontro teve início na sexta (27), com um emocionante ritual conduzido pelo Pajé Santxiê e onde todos/as tiveram a oportunidade de se expressar livremente sobre suas expectativas ou realizar suas orações. Na sequência todos/as se dirigiram à "Oca das Mulheres" onde foi montada uma sala de projeção para exibição de filmes relacionados ao Santuário. O dia se encerrou na fogueira com muita conversa, reflexões, orações e janta.

As atividades do dia 28 se iniciaram com a exposição do professor e pesquisador Jorge Eremites, da UFGD. Sua fala abordou temas como pesquisas arqueológicas indígenas no Centro-Oeste do país e tradicionalidade. No fim da tarde foi a vez do professor de antropologia da UNB, José Jorge, falar sobre o porque o Santuário não se move. Pela noite foram exibidos vídeos com temática indígena.

Leia a matéria completa

Petição on line em defesa do Cerrado e da Cultura Nativa do Bananal


Relatos: [Brasília] I Jornada Tribal finaliza com entusiasmo | Santuário não se move: questão é discutida na jornada | [Brasília-Jornada Tribal] Estão abertos os trabalhos
Links Recentes: [Brasília] Ouça a audiência pública que desmascara o Setor Noroeste | [Brasília] Setor Noroeste não sairá do papel | Ponto de Cultura Invenção Brasileira em defesa do Santuário dos Pajés

Editorial Anterior | Santuário Não se Move!

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Indymedia Jun 30
O Retorno de Indymedia Italia

No próximo dia 4 de julho, Indymedia Italia volta on line. Comunicado de reabertura:

4 de julho - IndYpendence Day

Já faz mais de um ano que os núcleos de base italianos de Indymedia recomeçaram a trabalhar em suas regiões, levando até elas as práticas e princípios que baseiam e animam o trabalho da Network Internacional de Indymedia. A necessidade de criar contextos e espaços nos quais qualquer pessoa possa continuar a ser sua própria mídia, através de mecanismos de publicação aberta e de proteção da privacidade, representava uma realidade que precisava continuar a existir e que não se encerrava com o fechamento de Indymedia Italia.

As limitações e os mecanismos da informação mainstream não mudaram durante esses anos e o desequilíbrio de poder dos processos de comunicação se manteve intacto, se não pior. Hoje, a tarefa da comunicação independente não é só a de oferecer um espaço que permita a livre publicação de contribuições e uma "outra" narração da realidade. Em razão da rápida evolução da web nesses últimos anos e da difusão cada vez maior do instrumento, é hoje fundamental salvaguardar a peculiaridade do método de Indymedia e tornar mais fruível e sinérgica a enorme quantidade de informações que se distribuem na rede, de modo que seja mais fácil encontrá-la e mais fácil utilizá-la.

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Direito a Terra Jun 26
Brigada Militar elabora relatório que liga MST ao narcotráfico para criminalizar Movimentos Sociais no RS

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) vem sofrendo uma ofensiva por parte dos poderes públicos federais, estaduais e militares no Rio Grande do Sul. Após investigações secretas feitas pela Brigada Militar do RS, foi elaborado um relatório que resultou em três ações articuladas contra o movimento, pelo Ministério Público Federal de Carazinho, pelo Conselho Superior do Ministério Público do RS e pelo Estado Maior da Brigada Militar onde caracterizam o MST e a Via Campesina como organizações criminosas organizadas como se fossem operações paramilitares e pedem a extinção do movimento.

As iniciativas da Brigada Militar não ocorriam no Brasil desde o término da ditadura militar brasileira, sendo atentatórias à Constituição Federal de 1988 que proibiu as polícias militares de atuarem na investigação de infrações penais e de movimentos sociais ou partidos políticos.

Depois de seis meses de investigações levadas a cabo por dois promotores de justiça, no dia 3/12/07 o Conselho Superior do Ministério Público do RS aprovou por unanimidade o voto-relatório elaborado pelo procurador de justiça Gilberto Thums, nos autos do processo nº 16315-09-00/07-9, onde foram aprovadas quatro constatações e uma série de encaminhamentos contra o MST, dentre elas:

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Links: Pedido de Solidariedade ao MST | Manifesto contra a criminalização do MST | MST Denúncia Ditadura no RS a Senadores | Vídeo de Mobilizações Sociais no RS | Fac-Smile da ata da reunião do Ministério Público Estadual | A Guerra Fria do MP gaúcho | Complô fascista contra MST | Entrevista: "Justiça ressuscita práticas da ditadura" | "As origens alemãs da inteligência da BM contra o MST" |

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RESISTÊNCIA INDÍGENA E AMBIENTAL Jun 25
I Jornada Tribal de Arqueologia do Planalto e do Cerrado

No próximo fim de semana, dos dias 27 a 29 de junho, ocorrerá na Reserva do Bananal a primeira Jornada Tribal de Arqueologia do Planalto e do Cerrado. O tema da jornada é "O Santuário Sagrado dos Pajés na rota ancestral indígena do Planalto e do Cerrado", e contará com a participação de pesquisadores/as e arqueólogos/as do Brasil e de outros países, além da participação de professores/as da Universidade de Brasília como o antropólogo José Jorge de Carvalho e o linguista Aryon Dall'Igna Rodrigues, um dos maiores pesquisadores de línguas indígenas do mundo.

A comunidade do Bananal convida todas as pessoas que queiram saber um pouco mais sobre a ancestralidade da região central do Brasil a participarem do evento. O valor sugerido como contribuição para o evento é de 20 reais - não é obrigatório pagar, o dinheiro arrecadado será utilizado para custear a alimentação e a confecção dos certificados. A inscrição poderá ser feita na Flora Medicinal, no térreo da FUNAI, ou na Biblioteca Central da UnB com o Rafael. Confira a programação completa do evento clicando AQUI!

A Comunidade da Reserva Indígena Pluriétinica do Bananal, ameaçada pela especulação imobiliário-financeira do Governo do Distrito Federal, segue sua luta em defesa da última área de vegetação nativa do plano piloto. A luta é também em prol dos mananciais hídricos da região - onde a TERRACAP (Companhia Imobiliária de Brasília) quer construir um bairro com a primeira etapa prevista para 40 mil pessoas da classe A (chegando a mais de 120 mil com a segunda etapa do projeto) - e em defesa da diversidade cultural e sócio-ambiental na capital do Brasil.

Rádio da Reserva Plurietnica do Bananal

Blog da Jornada

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Vídeos: Frederico Maia - Assessor Legislativo da FUNAI | Cacique Korubo Denuncia Extração Ilegal de Calcário | Manhã no Bananal | Vídeos das ações do dia 16/06

Saiba Mais:Uma Volta pela Área do Projeto Noroeste | Intervenção contra o Setor Noroeste no lançamento da Campanha "Guardiões da Amazônia" | Petição On Line em Defesa da Reserva do Bananal | Problemas Ambientais da construção do Setor Noroeste | Futuro Noroeste? Como Assim? Que jornalismo é esse? | Correio Braziliense: a mentira em jornal | Fotos do ato Público na Procuradoria Geral da República - DF | Imagens do dia 16/06 - PGR-DF | Santuário Não se Move!

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TRANSPORTE E LIBERDADE DE EXPRESSAO Jun 21
Declaração dos participantes da I Pedalada Pelada de São Paulo

A I Pedalada Pelada de São Paulo, ou World Naked Bike Ride (WNBR), ocorreu no dia 14 de junho de 2008. Esta foi a primeira edição do evento realizada no Brasil, nos mesmos moldes das ações que acontecem em diversas cidades do mundo com o apoio da população em geral e do poder público.

Nus é como nos sentimos por ter que disputar espaço nas ruas de São Paulo, em meio à violência gerada pelo stress dos motoristas parados em congestionamentos, confinados em máquinas poluentes de vidros escuros. Diariamente essa situação coloca em risco a vida de ciclistas, de pedestres e até de outros motoristas.

Pelados, os ciclistas pretendem chamar a atenção para a exposição indecente à poluição dos carros, para a morte dos espaços públicos tomados por esses veículos e principalmente, para sua fragilidade diante das poderosas máquinas motorizadas, muitas vezes guiadas por pessoas agressivas que não respeitam a bicicleta como o veículo que é, previsto no artigo 96 do Código de Trânsito Brasileiro.

Leia: Declaração dos participantes | Convite | Zaragoza: capital mundial do ciclonudismo

Fotos I | II

Créditos

Foto do editorial: Luna Rosa.

Texto: World Naked Bike Ride São Paulo 2008.

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VIOLÊNCIA DE ESTADO Jun 21
Tropas devem deixar o Morro da Providência. Exército permanece apenas no canteiro de obras

Familiares dos jovens mortos no último sábado e moradoras/es da Providência tiveram grande vitória na tarde desta sexta-feira (20). Com apoio de advogados e movimentos de direitos humanos, conseguiram a suspensão da decisão da Advocacia Geral da União, que previa a saída imediata de todo o exército e a entrada da Força Nacional de Segurança no morro. Segundo determinação do desembargador Castro Aguiar, presidente da 2a região do Tribunal Regional Ferderal, a presença dos militares deve se restringir às imediações da obras, na Rua Barão de Gamboa. Até a próxima quinta-feira, o restante das tropas deve deixar o morro, sem ser substituída por nenhuma outra.

Ao contingente que permanece na Providência, ficou vetado o exercício de qualquer função típica de segurança pública, como patrulhamento e abordagem de transeuntes. Apesar de militares continuarem no morro para a vigilância do canteiro de obras, que se localizam em uma área específica e concentrada, a decisão impede que soldados permaneçam espalhados por toda a comunidade e garante a continuidade das obras. Apesar do projeto Cimento Social não contemplar o que grande parte da comunidade entende como mais necessário e ser entendido como ação eleitoreira, o fim das obras significa o desemprego de muitos trabalhadores. O desejo deles era a continuidade dos trabalhos sem nenhum soldado na comunidade, considerados desnecessários mesmo para vigilância, mas a administração das obras é encargo do exército, situação difícil de ser revertida.

Na volta do tribunal, onde a decisão foi tomada, familiares e amigas/os de David, Wellinton e Marcos Paulo comemoraram a decisão e agora continuam a luta pela punição dos culpados pelas mortes dos jovens. Os três foram entregues por soldados do exército para traficantes do Morro da Mineira, que os mataram. Onze oficiais foram presos, quatro devem responder pelo crime, mas nenhuma investigação sobre os traficantes foi iniciada.

Editorial Anterior: Revolta contra o exército e repressão no entorno da Providência

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MÍDIA INDEPENDENTE Jun 18
Nova e Brutal agressão a cinegrafista do Indymedia Rosario / Argentina

Indymedia Rosario denuncia uma nova e brutal agressão ao correspondente Gustavo Cabrera e condena a violação ao direito de liberdade de expressão e acesso social à informação. Na sexta-feira, 23 de maio à 01:00 aproximadamente, para realizar uma cobertura sobre o conflito na Faculdade de Humanidades e Artes, Gustavo Cabrera foi provocado, agredido e gravemente ferido em seu olho esquerdo.

Nosso companheiro é responsável pela cobertura dos acontecidos na Universidade Nacional de Rosario desde o processo de eleição do reitor em Junho de 2007.

A presença de seguranças em momentos decisivos da vida política universitária, atuando como fiscais partidários no interioir da Universidade, a perseguição a estudantes e a intimidação da imprensa independente, são o marco prévio dessa agressão.

O que incomoda: Cobertura em vídeo completa UNR 2007 / 2008

Mais informações em Indymedia Rosario

Veja a matéria completa em português

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EDUCAÇÃO Jun 17
Estamos em GREVE. E agora?

- Professor, sexta-feira eu passei pela Praça da República e vi como estava cheia. Você também estava lá?

- Estava.

- E o que vocês decidiram?

- Decidimos que estamos em GREVE.

- Nossa! Mas por que uma decisão tão radical?

- Vamos começar pelo começo. Não sei se você já reparou, mas a escola pública não anda muito bem das pernas. O governo e os jornais dizem a torto e a direito que a culpa é dos professores. Incompetentes, faltosos, atrasados... estes entre outros adjetivos são usados para qualificar os professores e, por extensão, para culpá-los pelo péssimo desempenho dos alunos. Mas será que é tudo culpa dos professores?

## Leia na Integra ##

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VIOLÊNCIA DE ESTADO Jun 17
Revolta contra o exército e repressão no entorno da Providência

Depois da morte de Davi, Wellington e Marcos Paulo, entregues por militares a traficantes da facção rival do comando do tráfico na Providência, onde os rapazes moravam, a comunidade do morro e do entorno iniciou uma série de protestos contra a ação e a presença do exército na região. A área permanece militarizada desde dezembro do ano passado, com soldados armados permanentemente no morro e veículos militares em ronda em todo o entorno.

A revolta começou no fim da manhã de sábado, dia 14, quando chegou a notícia da morte dos rapazes. Moradoras/es da região se concentraram em frente à entrada do túnel da Gamboa apedrejando e queimando ônibus, chegando a impedir o tráfego com uma barricada. O protesto teve seguimento no morro e foi reprimido a tiros pelos militares, que atingiram um garoto na nádega. No domingo toda a área estava cercada pela PM, policiais da tropa de choque e soldados.

Na segunda-feira os protestos começaram pela manhã, quando homens que trabalham na reforma de casas na Providência deixaram o serviço e foram para a porta do Palácio Duque de Caxias pedir a saída do exército da comunidade. Cerca de 400 pessoas se juntaram no local e foram alvejadas com bombas de efeito moral, gás lacrimogênio, balas de borracha e gás de pimenta. No palácio Duque de Caxias fica localizado o Comando Militar do Leste (CML) e a 1ª Região Militar (1ªRM). À tarde nova manifestação foi feita no enterro dos rapazes, no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

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Informações: I | II
Fotos: I

Lista dos Militares

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RACISMO INSTITUCIONAL Jun 15
Brasília: Resistência indígena frente ao lobby da especulação imobiliaria

Após quase 40 anos habitando o cerrado, as etnias indígenas Kariri Xocó, Fulni-ô, Tuxá entre outras etnias em trânsito pela capital federal correm risco de serem violentamente removidas, caso não aceitem ir para o Recanto das Emas, cidade na periferia de Brasília. Na última sexta (13/06), o Governo do Distrito Federal (GDF) providenciaria um ônibus que os levaria para conhecer o local, porém recusaram pelo fato de não terem sido consultados se queriam sair.

A FUNAI é contrária a retirada: o advogado da instituição Aluisio Azande reiterou que "Aquilo é uma terra indígena independente de ser regularizada ou não". O GDF dava como certa a assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público, último requisito para emissão da licença de instalação do Ibama para o projeto Noroeste, porém nada foi concretizado. Na segunda feira 16/06 haverá uma reunião com o Procurador da República Peterson de Paula Pereira, encarregado de negociar a questão.

Nas recentes matérias divulgadas pelo jornal Correio Braziliense - financiado inclusive pelo Vice-Governador (e principal empresário do setor imobiliário do DF) Paulo Octávio - os/as indígenas são caracterizados/as como pendências, como invasores de terra pública. Na redação da notícia enfatiza-se o projeto do Noroeste como exemplo de primeiro bairro ecológico do país. Segundo as palavras do superintendente do Ibama DF, Francisco Palhares "São dois ou três índios que emperram o processo. Acho isso surreal." De maneira questionável foram liberadas as licenças ambientais do setor habitacional Noroeste em frente ao Parque Nacional de Brasília, para a realização do empreendimento resta à retirada dos indígenas.

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Petição On Line em defesa da Reserva do Bananal

RadioWeb da Reserva Plurietinica do Bananal

Video: Frederico Maia - Assessor Legislativo da FUNAI

Saiba Mais: Porquê dizer não ao setor Noroeste | Condomínios Irregulares na área do Setor Noroeste | Setor Noroeste não deve sair do papel | Saiba Mais sobre a Ilegalidade do Setor Noroeste | Chamado para Ato dia 16 em Brasilia | TV Brasil mente sobre Santuario | Faroeste Caboclo | Brasília e a marcha para o Noroeste | Não se Move um Santuário

Editorial Anterior: Declaração Bananal - Um Toré pela Liberdade e pela Justiça

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DEMOCRACIA Jun 14
UnB aprova eleições paritárias

Na sexta-feira 13, em reunião, o Conselho Universitário (ConsUni) da Universidade de Brasília aprova a paridade nas próximas eleições para a reitoria e demais cargos diretivos. O voto (por categoria) de servidores/as, professores/as e alunos/as passa a ter o mesmo peso, concretizando uma reivindicação antiga pela reapropriação da universidade pelos grupos que a compõem. Até 18 de Setembro, data das próximas eleições, reuniões do Conselho acontecerão para decidir a metodologia que será adotada.

Horas antes da reunião do ConsUni houve uma assembléia conjunta de estudantes, funcionários/as técnico-administrativos/as e docentes, que fortificou não só a campanha pela paridade nas próximas eleições como também apresentou a necessidade da mobilização contínua para assegurar as pautas reivindicadas. O calendário tem alguns pontos certos: a garantia da paridade real (que os votos valham 33% sem mediação) e o congresso estatuinte - a proposta é de que ele seja também paritário.

A bandeira da paridade é antiga na história da Universidade de Brasília, sendo que inclusive três eleições já ocorreram paritariamente. Justamente quando este sistema foi novamente recusado foram eleitas as gestões de Lauro Mohri e Timothy Mulholland (esta última deposta). A campanha da paridade foi retomada na UnB em 2005 - quando foi derrotada truculentamente no CONSUNI - sendo intensificada desde a última ocupação do prédio da reitoria, durante o mês de abril de 2008.

Textos: Voto paritário e a disputa pelo poder | A Paridade em 2 minutos | Manifesto pelo Voto Universal

Blog da ocupação da Reitoria

Editoriais Anteriores: Ocupação na UnB derruba Reitor, derruba Vice e segue na Luta | Estudantes ocupam a reitoria da UnB | Estudantes da UnB ocupam reitoria | Confeiteir@s Sem Fronteiras homenageam reitor da UnB | Estudantes ocupam reitoria em busca de democracia

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FOME Jun 14
Geografia da fome, 2008

"Na realidade, a fome coletiva é um fenômeno social bem mais generalizado. É um fenômeno geograficamente universal, não havendo nenhum continente que escape à sua ação nefasta. Toda a terra dos homens tem sido também até hoje terra da fome." Josué de Castro, Geografia da Fome, 1946.

Do último ano pra cá, o preço dos alimentos básicos e o número dos/as extremamente pobres cresceu enormemente não só no Brasil, como no mundo todo. Por causa desta fome, rebeliões de famintos/as tem surgido em mais de 30 países. O trigo, o arroz, o feijão, o milho já aumentaram mais de 80% nos últimos meses. A diminuição da área de cultivo destes produtos dando lugar para o plantio de cana (produção de biocombustível), soja e a expansão dos pastos para gado; a especulação na bolsa de valores das ações das empresas de alimentos (também fruto da crise no mercado imobiliário norte-americano); a concentração de terras em mãos de poucos latifundiários na maior parte dos países da América Latina, África e Ásia; a maior importação de alimentos pela China, devido a uma crise na colheita do país de mais de 1 bilhão de habitantes; estes são alguns motivos deste aumento de preços gigantesco dos alimentos.

No Brasil, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com o incentivo para a produção de bio-combustível, a construção de hidrelétricas fazendo com que dezenas de comunidades sejam deslocadas e percam suas terras. Além disso, os demais investimentos em projetos de integração de infra-estrutura, que fazem parte do projeto Infra-Estrutura Regional Sul-Americana (IRSA) e que visam facilitar o escoamento da produção para a exportação e o deslocamento da força de trabalho interno têm favorecido muito o aumento do preço da alimentação, levando à fome ainda mais uma parcela gigantesca da população, já que o abastecimento interno fica em segundo plano. Vale a pena se perguntar: como o país que ano a ano vem batendo recordes na produção de grãos vê os artigos básicos da alimentação como arroz e feijão aumentarem tão rapidamente de preços? E ainda escuta o governo dizer que o aumento nos preços é por que a oferta é menor que a procura.

Leia Mais

Em português: Segurança alimentar: abaixo e à esquerda | Assassinato silencioso em massa em países em desenvolvimento Em espanhol: Hambre II | Neoproteccionismo alimentario | Crisis mundial por el aumento del precio de los alimentos | El arroz, la muerte y el dólar | El fantasma del hambre recorre el mundo | Crisis alimentaria: la ONU da la voz de alarma | La crisis de los mercados financieros infecta a los mercados alimentarios | El hambre invade Haití y el mundo | El sistema agrícola debe ser revisado | Hambre | Motines del hambre | Escasean alimentos en África...y en Estados Unidos!! | Hambre global | ¿Quién gana con la crisis alimentaria mundial? | Los verdaderos responsables de la crisis alimentaria están en Chicago | El hambre de los agronegocios | ¿Crisis alimentaria o la memoria del saqueo? | El negocio de matar de hambre | Crisis alimentaria o miedo a los hambrientos | Las sombras de los TLC y el desabastecimiento mundial de alimentos | Desafíos para el movimiento social ante la especulación con el hambre

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GANGSTERISMO SINDICAL Jun 13
Professores são espancados em eleição da APEOESP

Na madrugada de sexta-feira, 6 de Junho, durante a eleição ao Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) da região de Ferraz de Vasconcelos/Poá, membros da Chapa 2 (Oposição Unificada) foram espancados por militantes da Articulação Sindical (AS) que compõe a Chapa 1. A AS é uma corrente interna do Partido dos Trabalhadores (PT) e é situação desde 1979 no sindicato. A eleição pode ser anulada por irregularidades.

Segundo comunicado da Chapa 2, o tumulto começou quando a presidenta da comissão eleitoral, Maria do Carmo de Aquino Trindade convidou os representantes da Oposição Unificada para uma reunião, e membros da Chapa 1 iniciaram as agressões, afim de impedir a apuração de votos naquela noite. Um dos representantes, o professor Sandro Casarini, ao tentar apaziguar a situação, foi espancado com socos e chutes na cabeça mesmo após estar desmaiado. Sandro foi hospitalizado e liberado no final da noite de sexta-feira (06), sendo diagnosticado amnésia, falta de reflexo e edema cerebral. Um boletim de ocorrência e corpo delito foi registrado.

Apesar da Chapa 1 ter vencido, a eleição ainda pode ser anulada devido as irregularidades encontradas. Uma delas mostra que o número de cédulas é maior que o número de pessoas que assinaram o caderno de ata, uma diferença de 10%. É sintomático que a política gangsterista continua sendo aplicada para manter um aparelho sindical, uma prática criada pela extrema-direita contra as eleições democráticas.

Matérias: [Diário do Alto Tietê] Professor sofre agressão na Apeoesp | Liderança da Oposição da APEOESP é brutalmente espancado no dia da eleição

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CURITIBA Jun 13
Encontro com Organizações Populares

O Coletivo Despejo Zero convoca um encontro entre organizações populares e grupos independentes para trocar experiências de associações de moradores e grupos que se organizam de modo independente, em áreas de ocupação e na periferia de Curitiba, criando espaços que busquem sair da lógica da cooptação.

O encontro se realizará no dia 14 de junho, e vai partir da questão da mobilização de moradores, a partir de experiências concretas, para encontrar afinidades de luta comuns e articulá-las. O convite para o encontro, é amplo e não está limitado apenas à associações de moradores juridicamente constituídas. Estendemos por isso a convocatória a grupos que estejam criando espaços de mobilização e organização popular.

#Leia Mais#

Quando: 14 de junho (sábado), das 9 às 18 horas.

Onde: Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores da Construção), Rua Mateus Leme, 324, Centro/ São Francisco

Contato: Hilma (9217-8556); Aline (8412-3385)

Links: Relatos de despejos, mobilização e luta por moradia em Curitiba | CNR#13 Qual a Cidade que você quer?

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JORNADA NACIONAL VIA CAMPESINA Jun 10
Via Campesina ocupa Complexo Portuário do Pécem, Ceará

Como parte da sua Jornada Nacional de Lutas, a Via Campesina, com aproximadamente mil pessoas, ocupou hoje, às cinco da manhã, o Complexo Portuário do Pécem localizado no município de São Gonçalo do Amarante, no Ceará.

Em nota, o movimento internacional de organizações camponesas, afirma que está ?denunciando à sociedade cearense o modelo excludente de desenvolvimento do Estado, fortalecido pela política econômica do governo Lula. O Pecém culmina em seu Complexo o modelo de desenvolvimento que privatiza a água, a terra, a produção de energia e a política de exportação de alimentos e minérios comandados pelas multinacionais.?

O Complexo do Pecém localizado a 60 quilômetros de Fortaleza possui um histórico, desde sua instalação, cercado de danos ambientais e expulsão de comunidades tradicionais que habitavam seu território. O aprofundamento do impacto ambiental vem com um projeto de construção de cinco termoelétricas sobre uma planície litorânea, cordão de dunas móveis e fixas e sob uma bacia hidrográfica.

Neste momento os ocupantes encontram-se na Secretária de Desenvolvimento Agrário. Em breve mais atualizações.

Download Planfeto

Via Campesina ocupa Complexo Portuário do Pecém (CE) | Texto do Planfeto

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MORADIA Jun 09
Justiça determina o despejo da Ocupação Camilo Torres

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinou o despejo das mais de 100 famílias da Ocupação Camilo Torres, no último dia 5. O terreno abandonado há mais de 20 anos, havia sido ocupado em 16 de fevereiro deste ano.

O n°450 da Avenida Perimental em Belo Horizonte (MG) recebeu até helicóptero da Polícia Militar e os moradores resistiram por mais de três horas com armas apontadas em suas direções.

Sinal que os órgãos legislativos e judiciários no Brasil continuam apoiando e permitindo a ganância de proprietários e o uso da propriedade para a especulação imobiliária sem limites.

Matéria

Fotos I | II | III | IV

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IMPERIALISMO Jun 04
Plan Mexico aprovado pelo Congresso dos EUA

O Plan Mexico - conhecido oficialmente como Iniciativa Merida - foi aprovado no congresso americano entre os dias 15 e 22 de maio. O plano foi proposto por Bush em Outubro de 2007, e consiste em destinar 1400 milhões de dólares em 3 anos para apoiar o governo mexicano na "guerra contra as drogas, luta anti terrorismo e segurança fronteiriça". Neste ano, o plano prevê gastos de US$550 milhões, sendo US$50 milhões destinados a América Central.

O Plan Mexico não prevê entrega de efetivo ao governo mexicano e sim treinamento das forças militares mexicanas com as forças militares estadounidenses e com empresas como Black Water, conhecidas por suas violações de direitos humanos no Iraque e em Nova Orleans depois do furacão Katrina. O dinheiro tambem será investido em mais modernos equipamentos de guerra e de espionagem.

Os perigos do Plan Mexico para a mobilização social no México são claros. Além dos seus vários pontos em comum com o Plan Colombia, que aprofundou as violações de direitos humanos naquele país e autorizou a perseguição da oposição, a Iniciativa Merida está inserida em um contexto maior de militarização do México, seguindo o cronograma da Aspan - (Alianza por la seguridad y prosperidad de America del Norte, também conhecida como "NAFTA Plus"). O Plano é também parte da nova estratégia dos Estados Unidos de disputa da hegemonia na América Latina, servindo como uma espécie de "experimento" do processo de integração econômica com países subdesenvolvidos.

Entenda o Plan Mexico | Entenda a Aspan| Um pouco da história da BlackWater | Legisladores de EU prometen reajustes al Plan México

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MORADIA Jun 04
Medo e cansaço são as armas usadas pela Polícia Militar de Aracajú para cumprir a desocupação do Hotel Brisamar

Desde o início da manhã de hoje (04/06), a polícia está posicionada em frente à entrada do Hotel Brisamar, ocupado há mais de um mês por mais de 300 famílias, a polícia tem ordem ordem de realizar até o fim do dia a reintegração de posse do imóvel. Os moradores estão determinados a resistir à ação da polícia e se concentram na entrada do prédio entoando palavras de ordem. As crianças, em roda, gritam: "polícia é para ladrão e não para criancinha".

A polícia militar já deslocou cerca de 700 policiais para o local, inclusive a tropa de choque e a cavalaria. Os policiais conversam com os ocupantes em tom jocoso e com frases provocativas. Viaturas blindadas rondam o prédio na tentativa de impor medo aos moradores da ocupação. A polícia afirma que não foi efetuado planejamento de nenhum local para levar os moradores do prédio.

O tenente-coronel coronel Luís Fernando, afirmou hoje que "O tempo é o senhor do destino", o mesmo que declarou dias atrás quando questionado sobre a desocupação: "Eu espero que ninguém se machuque, porém eu tenho que cumprir as minhas ordens (...) Se eu não fizer, o Juiz me afasta e manda outro fazer em meu lugar", quando questionado se a desocupação seria feita com a presença da imprensa, ele afirmou que não estaria à disposição da mesma.

## LINKS ## Fotos da tentativa de desocupação hoje de manhã | Ocupação do Hotel Brisa Mar em Aracaju | Famílias protestam por moradia e temem ação da polícia | Trajédia anunciada: polícia usará força e ocupantes vão resistir | Ocupação 1º de maio será desocupada à força quarta-feira | 1 Mês de ocupação e três dias para sair | CUT/SE repudia ação da PM

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RESISTÊNCIA INDÍGENA Jun 01
Declaração Bananal - Um Toré pela Liberdade e pela Justiça

Essa é a nossa fala tribal. Palavras do mundo tribal da reserva indígena Bananal. Palavras da vida de mulheres, homens, crianças e anciãos que lutam e resistem no cerrado do planalto central. Palavras do espírito dos filhos da terra, palavras sinceras e sensíveis do nosso mundo tribal.

Palavras do nosso coração indígena que traz a nossa vivência com a natureza, os animais e o espírito da mata de cerrado. Daqui desse ponto onde vivemos e lutamos do Santuário Sagrado dos Pajés queremos dizer o que pensamos, como vemos o mundo e como a terra sagrada nos ocupou e nos ocupa ao longo de uma dor que padecemos há 508 anos. Palavras com dignidade daqueles e daquelas que aspiram por justiça e liberdade. Afinal quando iremos sentir a liberdade de um dia feliz?

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LINKS: FUNAI visita comunidade indígena ameaçada pela especulação imobiliária do DF | Especulação imobiliária do DF quer acabar com reserva indígena da Asa Norte | Brasília ameaçada pela especulação imobiliária | Não se Move Santuário

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LUTA ANTIMANICOMIAL Mai 29
Adeus Austry Carrano!

No último dia 27 de Maio a luta antimanicomial no Brasil perdeu um de seus mais expressivos lutadores. Austregésilo Carrano Bueno faleceu aos 51 anos de câncer no fígado no Hospital das Clínicas em São Paulo.

Carrano ganhou notoriedade com seu livro "Canto dos Malditos" no qual narra os abusos sofridos em instituições psiquiátricas em Curitiba e Rio de Janeiro. O livro foi censurado por familiares de um psiquiatra responsável por um dos manicômios onde o autor foi internado e sofreu eletrochoques. Mas em 2003 Carrano venceu a sentença, garantindo o direito à liberdade de expressão. O livro também inspirou o premiado filme "Bixo de sete cabeças" de Laís Bodanzky.

Em São Paulo será prestada uma homenagem neste sábado (31/05), às 16hs, na Praça Benedito Calixto - em Pinheiros, entre as ruas Cardeal Arcoverde e Teodoro Sampaio.

Saiba Mais:
Morre Austregésilo Carrano, pioneiro da luta antimanicomial no Brasil | Luta antimanicomial em luto! | Holocausto psiquiátrico brasileiro x Impunidade jurídica | Grande Carrano! | O autor na Praça - Entrevista com Carrano | Momento poético | Caso Carrano na terceira margem do rio (Parte I)

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MULHERES Mai 25
Direitos Sexuais e Reprodutivos: desafios para a cidadania

O estado de Mato Grosso do Sul vive um momento de grave violação dos direitos humanos, sexuais e reprodutivos perpetrada pelo Poder Público. Cerca de dez mil mulheres estão sendo indiciadas por suspeita de aborto em uma clínica de planejamento familiar localizada no centro de Campo Grande que funciona há vinte anos. Com o intuito de punir às mulheres que se evadiram da norma, a Justiça cometeu procedimentos ilegais que vão desde a apreensão de prontuários médicos à disponibilização dos mesmos para qualquer um que quisesse vê-los, causando impacto negativo e inúmeros constrangimentos na vida deste contingente feminino. Esta sanha persecutória revela o poder político arbitrário no entendimento de um problema que é de saúde pública. A decisão pelo indiciamento foi feita pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Mato Grosso do Sul, Aloísio Pereira dos Santos, atendendo pedido do promotor estadual de Justiça Paulo César dos Passos.

Apesar do aborto no país ser permitido apenas nos casos que oferecem risco de vida para as gestantes, má formação congênita grave do feto, ou por estupro, o Brasil é signatário de diversos tratados e acordos internacionais de proteção aos direitos humanos, nos quais assumiu junto com outros países o compromisso de reformar as leis que punem as mulheres que cometeram abortos, independentemente dos casos. Todavia, o artigo 128 do Código Penal de 1940 que criminaliza o aborto e herança ditatorial do Estado Novo, ainda permanece inalterado.

O Ministério da Saúde estima que pelo menos 1,5 milhão de mulheres optam pelo aborto todos os anos. A cada 100 desse grupo, 20 apresentam complicações e seqüelas à saúde em decorrência de abortos mal feitos. Em geral, as experiências dos países onde o aborto foi legalizado, revelam que a existência de políticas públicas de planejamento familiar irrestrito e acesso ao aborto legal, juntamente aos métodos contraceptivos, à educação sexual e à informação, promovem uma redução significativa das taxas de abortamento.

Saiba mais:Direitos Sexuais e Reprodutivos: desafios para a cidadania | Carta aberta repudia indiciamento em massa | Boletim Mulheres em Pauta

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MEMÓRIA E JUSTIÇA! Mai 23
LUÍZ EDUARDO MERLINO PRESENTE, AGORA E SEMPRE!

Processo da família do jornalista Luiz Eduardo Merlino, assassinado em 1971 no DOI-CODI de São Paulo contra o coronel Brilhante Ustra

A família do jornalista Luiz Eduardo Merlino, assassinado em 19 julho de 1971 nas dependências do DOI-CODI, em São Paulo, está movendo uma ação declaratória na área cívil contra o coronel reformado do Exército, Carlos Alberto Brilhante Ustra, conhecido também como Capitão Tibiriçá.

A ação meramente declaratória, de ocorrência de danos morais, subscrita pelos advogados Fábio K. Comparato e Anibal Castro, não pretende nenhuma indenização pecuniária. Angela Mendes de Almeida, ex-companheira do jornalista e Regina Merlino Dias de Almeida, sua irmã, pretendem apenas o reconhecimento moral de que ele foi morto em decorrência das terríveis torturas que sofreu nas dependências do DOI-CODI de São Paulo pelo coronel Ustra.

O coronel Ustra foi comandante daquele destacamento de outubro de 1969 a dezembro de 1973. Durante esse período estiveram presas cerca de 2 mil pessoas. Entre elas, 502 denunciaram torturas e pelo menos 40 foram assassinadas. Entretanto os advogados do coronel Ustra apresentaram um recurso, acolhido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, até que se decida se ele deve responder por atos do período da ditadura militar ou está coberto pela Lei da Anistia. Enquanto esse recurso não for julgado o processo não poderá ter prosseguimento. Apesar de a Lei da Anistia, de 1979, isentar de culpa os agentes públicos que cometeram crimes no período da ditadura, a Constituição, de 1988, diz que: A Lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática de tortura. (Atigo 5º, inciso 43).

Carlos Alberto Brilhante Ustra também está sendo processado em uma Ação Civil Pública pelo Ministério Público Federal em São Paulo, que também processa o tenente coronel Audir Santos Maciel. Ambos são ex-comandantes do Doi-Codi de São Paulo. Na ação, o MPF diz que Exército é responsável pelo sigilo indevido de documentos do Doi-Codi de São Paulo e pede que os ex-chefes do órgão sejam pessoalmente responsabilizados pela tortura, mortes e desaparecimentos. Somente com a aplicação desses três princípios - verdade, justiça e reparação - se previne a ocorrência de novos regimes autoritários, pois demonstram à sociedade que estes atos não podem ficar impunes.

A Justiça brasileira é a mais atrasada do continente se comparada a outros países da América do Sul que já condenaram inúmeros agentes da repressão durante os regimes militares.

SAIBA MAIS SOBRE MERLINO E O PROCESSO:
Comunicado Integral | A ditadura no banco dos réus | Apoio Fórum dos Ex-presos políticos do Estado de São Paulo | Sarney irá testemunhar em defesa de coronel acusado de tortura | Justiça para Luiz Eduardo Merlino (1948-1971)! | Testemunho de Guido Rocha, uma das últimas pessoas que viu Merlino com vida | Quem foi Merlino | Segundo processo contra Ustra | Ditadura: MPF/SP move ação civil contra ex-chefes do Doi-Codi | Livro - Direito a Memória e a Verdade | Meu amigo Merlino | Um Diário da Motocicleta | Lembranças de Nicolau | História do POC | [História] POLOP-POC - Uma matriz das esquerdas | Um Triste Congresso | Merlino e o trotskismo | A Imprensa Torturada e Assassinada

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MORADIA Mai 23
Ocupação do Hotel Brisa Mar em Aracaju

Primeiro de maio de 2008, dia do trabalhador, foi o momento escolhido pelo MOTU, Movimento dos Trabalhadores Urbanos, para ocupar o inacabado Hotel Brisa Mar, localizado numa das áreas mais nobres da orla de Aracaju, Sergipe. Com cerca de 200 familias, a ocupação agrupa trabalhadores sem carteira assinada, catadores, ambulantes e diversos moradores de rua. Também existem pessoas que não têm condições de pagar aluguel e enxergam na ocupação uma possibilidade de obter uma casa própria.

A única face do Estado que os ocupantes do Hotel Brisa Mar conhecem é a polícia e o oficial de justiça. Logo após a ocupação foi entregue ao movimento uma carta exigindo a restituição de posse e saída imediata. Os advogados do MOTU entraram com uma ação em resposta. Essa disputa judicial já dura quase um mês.

As maiores demandas da ocupação nesse momento são: um médico que possa prestar atendimento aos ocupantes, dentre eles mulheres grávidas e crianças com necessidades especiais, agente de endemias que possam levantar os possíveis focos de dengue e, principalmente, comida.

Relato completo

Fotos

Ocupação completa seu primeiro mês de aniversário

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CRIMINALIZAÇÃO DE MOVIMENTOS SOCIAIS Mai 22
Ambientalista interpelado pela Secretária do Meio Ambiente de Fortaleza

O professor e ambientalista do movimento Sos Cocó e consultor do Greenpeace, João Alfredo Telles Melo, está sendo interpelado judicialmente pela secretária do meio ambiente da prefeitura de Fortaleza, Daniela Valente Martins.

João foi ameaçado por suposto crime contra a honra por ter se manifestado contra a construção da Torre Empresarial Iguatemi. Esse empreendimento comercial cujo proprietário é o Senador Tasso Jereissati do Partido da Social Democracia Brasileira, está sendo construído às margens do Rio Cocó, em área de preservação permanente, ameaçando o manguezal e sem o devido estudo prévio de impacto ambiental. Mesmo assim, obteve o licenciamento ambiental por parte da prefeitura de Fortaleza.

Ações judiciais no Brasil por danos morais tem servido para criminalizar os militantes de movimentos sociais e cercear a liberdade de expressão. Em 2007 , o grupo Tortura Nunca Mais foi condenado a pagar cerca de R$55.000,00, (cinqüenta e cinco mil reais), por denunciar violência policial.

Relato do João Alfredo

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Blog SOS Cocó

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