Uma pequena análise sobre organização social


O modelo, até hoje, adotado de organização social é o de “dominância”. O modelo de dominância é mantido por pequenos grupos sociais(a elite econômica local) que se apropriam dos meios de produção através da violência física e psicológica(guerras e eleições, esta última dominada por discursos demagógicos) e usam as suas instituições para manter o controle sobre os demais grupos sociais.

A reprodução do modelo de dominância, em todas as relações e organizações sociais, vai fazendo com que os indivíduos de grupos sociais dominados percam a consciência de serem dominados e passem a agir da mesma maneira que os pequenos grupos sociais dominantes. A conseqüência disso é o surgimento de vários grupos de dominantes e de dominados em diferentes escalas de dominação; o que só fortalece a elite e enfraquece os grupos sociais que resistem a esse modelo de dominação.

O modelo de organização dominante é o piramidal que tem como princípios fundamentais a hierarquia e a centralização do poder. São esses princípios os maiores causadores das diferenças sociais que geram conflitos entre os grupos sociais(luta de classes).

Existem indivíduos advindos de grupos sociais dominados e dominantes que ainda resistem a esse modelo. Estes utilizam uma outra estrutura alternativa à organização social piramidal que é a rede.

A rede tem como princípios fundamentais a horizontalidade e a descentralização, possibilitando a distribuição de poder em todas as áreas igualitariamente, tentando suprir as necessidades de cada indivíduo.

A rede é adotada, por exemplo, no CMI(Centro de Mídia Independente – no Brasil possui o seguinte endereço eletrônico: www.midiaindependente.org) e no Indymedia(www.idymedia.org).